Você vai aprender muito pouco com este texto. Sabe o porquê?


Por muitos anos de nossa infância (e adultos ainda) somos estimulados à estudar vigorosamente. Literalmente sentar o bumbum na cadeira para ler, escrever e pesquisar.

Sendo bem honesto: Funciona muito pouco!

Lá em casa éramos três irmãos. A regra geral era estudar pelo menos duas horas por dia.

E se não tivesse nada para estudar, dever de casa ou trabalho, tinha que ficar sentado lá até dar duas horas.

Por mais chato que possa parecer, já fiz muitas coisas diferentes nesse tempo. Desde enrolar e fingir que estava fazendo alguma coisa de fato até escrever algumas páginas de um conto mirabolante medieval que eu gostava.

Super interessante, mas muito pouco estimulante para o aprendizado. Quantas coisas você lembra da sua infância com tanta clareza que daria para descrever com detalhes?

Inclusive, se eu te perguntar quantos irmãos eu tinha, você provavelmente já não lembra mais.

Isso acontece porque nosso cérebro é programado para gastar a menor quantidade de energia possível. Estímulos mais fracos, como de uma leitura ou escrita, são facilmente esquecidos.

Lendo, guardamos somente o essencial.

Quem já brincou daquele jogo: todos em círculo, a primeira pessoa diz uma palavra sobre qualquer coisa, a pessoa ao lado tem que dizer a primeira palavra e uma nova que ela inventa. A terceira pessoa fala a primeira e a segunda palavra, na ordem dita e mais uma nova.

E assim segue até voltar para a primeira pessoa. Conforme alguém não lembrar de uma palavra, sai da roda. O jogo acaba quando todos saem.

Super divertido!

Tenho certeza que se o jogo fosse escrevendo, acabaria muito mais rápido...

Esse caso é um grande exemplo de como falar e ouvir de outra pessoa nos ajudar a gravar as ideias com mais facilidade.

Durante a brincadeira, vocês vão perceber que às vezes nem lembram da palavra especificamente, mas lembram de quem falou, de como falou, da ordem que foi dita ou até mesmo criam uma música para ajudar.

Depois de umas 26 palavras ditas em sequência, aí começa a complicar.

Estima-se que quando interagimos com outras pessoas, conversando, ouvindo ou falando, aprendemos em torno de 20%. Quando ficamos na leitura aprendemos somente uns 10%.

Tá, mas onde estão os outros 70%?

70% do que aprendemos está na prática!

Parece mega intuitivo ser assim mesmo, né? Você não leu um livro para aprender a andar de bicicleta, mas sabe até hoje como se faz. Nadar é a mesma coisa.

Se parar e pensar, o aperfeiçoamento da maior parte das coisas vem da observação da prática!

O caminho ideal para o aprendizado de qualquer coisa:

Leitura -> Compartilhar com alguém -> Pôr em prática

O famoso modelo 70:20:10...

Quem já trabalhou, ou trabalha, em empresas que tem acompanhamento de carreira, PDI e programa de desenvolvimento de funcionários, já deve ter ouvido falar do modelo.

O mais irônico é que para aprender a usar o próprio modelo, você PRECISA colocar em prática.

Se você só ler esse artigo e seguir sua vida acreditando que de agora em diante vai tirar tudo do papel, prepare-se para um grande desafio.

Como fazer isso então? Como transformar palavras lidas em ações concretas?

Existe um método que funcionou para mim. Pode ser que funcione para você. De qualquer forma, sugiro que sempre faça o ajuste que achar necessário.


Lá vem o passo a passo:

1º Identifique o que quer desenvolver

Pode ser através da construção do seu PDI, pode ser através de uma mentoria ou até mesmo já lendo algum artigo ou livro.

2º Planeje suas ações em cada nível 70 20 10

Já deixe organizado o que vai fazer em cada uma das etapas.

Por exemplo: Quer ficar fera em investimentos? 70 - Investir 10% do que ganho todo mês | 20 - Conversar com um primo rico que já manja | 10 - Ler 2 livros sobre educação financeira.

3º Monitore seu andamento

Estipule prazos finais e metas a atingir. Compartilhe com amigos e família para aumentar o comprometimento. Acompanhe toda semana o quanto caminhou. Vai te dar um gás.


Quando perceber que já se passaram 4 meses e você conseguiu chegar onde nunca imaginou, aí sim vem o sentimento de realização.

Quer continuar se desenvolvendo? Trace uma meta maior, novos prazos e acompanhe.

Compartilhe sempre!


Texto por Matheus Rosa


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