O grande desejo oculto - SER VISTO


Uma boa parte de vocês já deve saber sobre o que vou falar, ou pelo menos já ouviu por aí.

Nós, seres inteligentes, parte de um todo, de uma comunidade, de um complexo social, temos tatuado em nosso subconsciente uma necessidade absurda que faz nos sentir conectados com o resto da humanidade.

Esse desejo muitas vezes nos inspira, nos move e faz com que sonhos e planos tomem forma. Por outro lado, se não for atendido, traz frustração, tristeza e um completo desânimo com o mundo ao redor.

O desejo de SER VISTO é o mais difícil de se realizar!

Poderia falar aqui com vocês sobre o que antes chamaria de "momento", mas o correto já é chamar de "status quo". O status quo é de agilidade. Existe uma tara, quase um vício, no rápido, no simples, no intenso. Não é novidade para ninguém...

As ferramentas de comunicação são um reflexo de como a sociedade vem se comportando desse jeito. Áudios x2, stories, tiktok, sem nem falar do tipo de conteúdo que é veiculado naqueles poucos segundos.

Nos tornamos vorazes consumidores de informação. Quanto maior o volume e menor a complexidade melhor! É como se engolíssemos um prato de carboidratos simples ao invés de nutrientes complexos toda vez que rolamos o feed.

Inclusive, duvido que alguns de vocês vão chegar ao fim desse texto sem nem ao menos pular um ou dois parágrafos. Afinal, por que é que esse paspalhão está enrolando aí para contar o que sabe?

É meus caros consumistas... já vou chegar lá. Tenho certeza que leram por aí numa headline que storytelling é essencial em qualquer lugar.

Nesses anos trabalhando em grandes empresas aprendi na pele que a todo momento você está vendendo. Pode não perceber, mas durante a maior parte do tempo o produto é VOCÊ!

Isso aí! Você vende você mesmo a TODO momento.

Quando chega no lugar, quando cumprimenta o porteiro, segurando a porta do elevador, desfilando no corredor até a sua cadeira, respondendo e-mails, ligando para os clientes e até mesmo quando vende um produto de fato, você está se vendendo.

Já contei ali em cima, somos vorazes consumidores de conteúdo. Quando paramos para ouvir alguém, participamos de reuniões, tomamos um cafezinho, estamos "pagando" com nosso tempo aquele momento e recebendo de volta o produto, seja pessoa, ideia ou produto de fato.

Pense no seu ambiente de trabalho, seja físico ou virtual, como um grande fliperama. Cada pessoa é um game e as fichas para jogar em cada um deles é o próprio tempo que você fica lá. Quanto mais interessante for o game, mais tempo cada um fica jogando. Quem tiver mais tickets em todos os jogos, ganha. É a pessoa mais vista e reconhecida do lugar.

E agora começam os aprendizados e conselhos:

  • Esteja presente!

    Ninguém gosta de comprar um produto que não funciona. Nos sentimos grandes otários!

    Ninguém gosta também de se vender para um cliente desinteressado.

    Na próxima vez que alguém falar com você, escute e responda. Converse sobre o que foi dito. Mostre interesse. Tenho certeza que depois disso, aquele "vendedor" vai "comprar" seu produto também.

Conexões = Confiança = Visibilidade

  • Defenda o que acredita!

    Já presenciei momentos em que os pessoas ao redor só concordavam com quem estava tentando vender uma ideia. Quem discordava e defendia o próprio ponto de vista é que se destacava.

    Pense bem, ninguém lembra muito bem dos seus apoiadores/seguidores. Ao invés disso, as pessoas lembram muito mais de quem defende uma ideia diferente da sua própria e volta e meia entra num quebra pau total.

  • Assuma responsabilidades!

    Essa parte eu confesso que é mais difícil, pelo menos foi para mim.

    Tornar-se totalmente responsável por alguma coisa é se comprometer por completo. Quem tem bala na agulha para assumir algo 100%? Não é pra qualquer um.

    Muitas vezes penso que é como se fosse o clientes testando o seu produto (você) para ver se ele realmente funciona e vai dar conta das cenouradas do dia-a-dia. Passou no teste? Então eu confio!


Parece simples fazer cada uma dessas três coisas, não é? Por que não tentar? Vamos lá! Mude seu comportamento e vai perceber que as pessoas ao redor vão notar a diferença.

Uma vez me propus um desafio que vou jogar no ar.

Tentei ficar as 8 horas diárias de trabalho sem dizer a palavra "eu" ou algum pronome em primeira pessoa. Só poderia dizer em casos muito específicos, mas nada que implicasse em contar alguma experiência ou história sobre mim.

Resultado: tenho amigos desde aquela época.


Matheus Rosa

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